O voto
Eleições de 2026
É uma eleição geral: você vota em cinco cargos no mesmo dia, e cada um segue uma regra de contagem diferente.
O que está acontecendo agora
Buscando manchetes de hoje…3 set 2026
Datafolha: Lula 38%, Flávio Bolsonaro 33% e Augusto Cury 8%
No cenário de 1º turno aparecem ainda Caiado (4%), Renan Filho (3%) e Zema (2%). Margem de erro de 2 pontos percentuais.
Ler no G13 set 2026
Empate técnico em um eventual segundo turno
O mesmo Datafolha aponta Lula com 46% e Flávio Bolsonaro com 44% — diferença dentro da margem de erro, ou seja, um empate estatístico.
Ler no G12 set 2026
Quaest: 37% x 30%, com Cury em 10% e isolado em terceiro
Institutos diferentes usam metodologias diferentes, por isso os números não batem exatamente. O que importa é a tendência entre pesquisas do mesmo instituto ao longo do tempo.
Ler no Valor Econômico
O que se vota
Em 2026 o Brasil escolhe presidente da República, governador de cada estado e do Distrito Federal, senadores, deputados federais e deputados estaduais (ou distritais, no DF). Prefeito e vereador não entram: essas eleições são municipais e acontecem em anos diferentes.
O Senado é renovado por partes. Em 2026 cada estado elege dois senadores, com mandato de oito anos — por isso a cédula traz dois votos para o Senado, e não um.
Quando acontece
Pela Constituição, o 1º turno é no primeiro domingo de outubro e o 2º turno, quando há, no último domingo do mês. Em 2026 isso cai em 4 de outubro e 25 de outubro.
Antes disso vêm as convenções partidárias, o registro das candidaturas e o início da propaganda eleitoral, no segundo semestre. Os mandatos começam em 1º de janeiro de 2027 — o presidente eleito toma posse nessa data.
Por que alguns cargos têm segundo turno e outros não
Presidente e governador são eleitos por maioria absoluta: é preciso mais da metade dos votos válidos (brancos e nulos não contam como válidos). Se ninguém chegar lá, os dois mais votados voltam para o segundo turno.
Senador é maioria simples: quem tem mais votos leva, sem segundo turno.
Deputado é proporcional, e é aqui que quase todo mundo se confunde: primeiro se calcula quantas cadeiras cada partido ou federação conquistou, somando todos os votos de seus candidatos e os votos de legenda; só depois as vagas são distribuídas entre os candidatos mais votados dentro daquele partido. Por isso um candidato muito votado pode não se eleger — e outro com menos votos, sim.
Regras que costumam virar notícia
Ficha Limpa torna inelegível, por oito anos, quem foi condenado por órgão colegiado em certos crimes ou perdeu o mandato — é a regra por trás de boa parte das disputas sobre quem pode ou não concorrer.
Financiamento de campanha é público (Fundo Eleitoral e Fundo Partidário) e por doações de pessoas físicas, com teto. Empresas não podem doar. Tudo é declarado ao TSE e fica disponível para consulta.
Federações partidárias são uniões de partidos que agem como um só por pelo menos quatro anos — diferentes das antigas coligações proporcionais, hoje proibidas.
Apuração: a urna eletrônica imprime o boletim de urna ao fechar, antes de transmitir os dados. Qualquer pessoa pode conferir esses boletins no site do TSE e somar por conta própria.
- Votos válidos
- Total de votos menos brancos e nulos.
- Quociente eleitoral
- Conta que define quantas cadeiras cada partido ganha na Câmara.
- Voto de legenda
- Voto no número do partido; conta para as cadeiras, não para um candidato.
- Boletim de urna
- Papel impresso com os votos de cada urna, público e conferível.
Como acompanhar sem cair em boato
Resultado oficial só existe no TSE — no dia da apuração, qualquer número que circule antes disso é projeção. Pesquisa eleitoral séria tem registro no tribunal, com contratante, margem de erro e metodologia; sempre olhe esses três dados antes de acreditar em uma manchete.
Também vale checar sua situação eleitoral com antecedência: título regular, local de votação e biometria são consultados pelo app e-Título ou pelo site do TSE.