O bolso
Economia e inflação
Quase toda notícia econômica é uma variação de três perguntas: os preços estão subindo? o dinheiro está caro? o país está produzindo mais ou menos?
O que está acontecendo agora
Buscando manchetes de hoje…1º set 2026
PIB mais fraco reforça aposta em novos cortes de juros
A desaceleração da economia era esperada, mas os componentes mais sensíveis aos juros vieram piores que o previsto. O mercado passou a apostar em mais cortes da Selic nas próximas reuniões do Copom.
Ler no Valor Investe31 ago 2026
Focus: mercado reduz projeção de inflação e de PIB para 2026
No Boletim Focus, analistas cortaram as previsões de IPCA e de crescimento para este ano, mantiveram a Selic em 13,75% no fim de 2026 e o dólar perto de R$ 5,20. Para 2027, a expectativa é de mais pressão nos preços.
Ler no Agência Brasil11 ago 2026
Ciclo de queda da Selic continua, mas o juro segue alto
Depois de cortes consecutivos, a taxa básica ainda estava em patamar elevado (14% ao ano em agosto). Na prática: crédito caro, renda fixa rendendo bem e efeito de freio sobre o consumo.
Ler no Poder360
Inflação: o preço de tudo em um número só
Inflação é a perda de poder de compra do dinheiro. O índice oficial do Brasil é o IPCA, calculado pelo IBGE a partir de uma cesta com o que uma família típica consome: comida, aluguel, transporte, energia, saúde, lazer.
Quando o jornal diz "inflação de 0,4% no mês", significa que essa cesta ficou 0,4% mais cara. Ninguém sente exatamente isso: quem anda de carro sente mais o combustível, quem paga aluguel sente mais moradia. Por isso sua "inflação pessoal" quase nunca bate com a oficial.
O governo trabalha com uma meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional. Ficar acima dela obriga o Banco Central a explicar publicamente o porquê — e normalmente a subir os juros.
Selic: o preço do dinheiro
A Selic é a taxa básica de juros, definida a cada 45 dias pelo Copom, o comitê do Banco Central. Ela é a régua de todo o crédito do país.
Selic alta: financiamento, cartão e empréstimo ficam mais caros, as pessoas consomem menos, os preços sobem menos — e a poupança e a renda fixa rendem mais. Selic baixa: o contrário. É um freio e um acelerador, e quase sempre o Banco Central está usando um dos dois para segurar a inflação.
PIB, dólar e emprego
O PIB soma tudo o que o país produziu num período. Crescer 2% significa que a economia produziu 2% a mais que antes — não que todo mundo ficou 2% mais rico.
O dólar sobe quando há mais gente querendo comprá-lo do que vendê-lo: juros maiores lá fora, risco político aqui dentro, queda no preço das commodities. Um dólar caro encarece combustível, eletrônicos e trigo — e chega ao supermercado semanas depois.
O desemprego medido pelo IBGE conta quem procurou trabalho e não achou. Quem desistiu de procurar sai da conta, o que às vezes faz a taxa cair sem que o mercado tenha melhorado.
- IPCA
- Índice oficial de inflação, medido mensalmente pelo IBGE.
- Selic
- Taxa básica de juros; define o custo do crédito no país.
- Copom
- Comitê do Banco Central que decide a Selic a cada 45 dias.
- Boletim Focus
- Pesquisa semanal do BC com as projeções do mercado para juros e inflação.